quinta-feira, 17 de maio de 2012

Dodge Charger RT 1978 Bege Indiano (Branco)

                     Tem alguns carros que nascem predestinados a sofrer, ou digamos, serem maltratados por seus donos. Acabam caindo somente em mãos de gente que não lhes dá o devido valor, um após outro. O caso deste Charger Indiano foi um deles. Lembro deste Dodge quando apareceu aqui em Taquara, quase novo!  Carro de extrema beleza, ímpar, na vasta gama e cores que existiram!
                     Logo que apareceu aqui por estas bandas, isto se falando em final dos anos 70, em poucos meses de convívio com a cidade, já levou uma grande batida na traseira. Ná época seu atual proprietário não tinha garagem e o deixava  estacionado em frente a sua casa.  Uma rua de razoável fluxo de veículos, quando, certa vez, foi abalroado por outro carro. O estrago foi significativo, entretanto, alguns meses depois retornei a ve-lo rodando. O tempo foi passando e o Charger se desmanchando ao relento, em pouco tempo nem de longe lembrava o Charger RT que eu tinha visto pela primeira vez.
                     Certo dia ele apareu na minha oficina para uma revisão. Saí com o dono, que já não era mais o mesmo em que  vi o carro pela primeira vez para uma volta e me apavorei. O carro estava extremamente chacoalhado e barulhento. Ao chegar na esquina da oficina, quando pisei no freio, quase subi com o charger na calçada. O carro simplesmente se atirou para o lado. Na hora falei para o dono do carro, que estava ao meu lado: "-Tem alguma coisa errada, isto não pode ser só o freio!! Dito e feito, parei o carro , deitei por baixo e de cara vi que um dos tensores da balança estava quebrado!! Logicamente, ao pisar no freio, a balança inferior jogava violentamente! Agora eu pergunto, como um cara andava com um carro assim??
                     Bom, o dodge passou uma semana na oficina, foram várias as arrumações feitas até que o carro ficou razoavelmente bom. Quando o cliente veio busca-lo, saímos para uma volta, ele se surpreendeu com o resultado de uma semana de oficina. O proprietário disse que o carro estava assim desde que o tinha comprado e já teria se acostumado com os defeitos. Fiquei de boca aberta com as declarações dele. São nestas horas que eu entendo perfeitamente o porque de tantos dodges teram sido desmanchados nas décadas passadas. Pouquissimos proprietários arrumavam os carros, eles andavam até o carro desmanchar e aí atiravam no ferro-velho, quase a mesma coisa que acontece hoje com os Neon e Stratus.
                       Este novo cliente ficou com o Charger por volta de um ano e meio, depois vendeu e não vi mais o carro por alguns meses. Um domingo à noite, estou dando uma volta pela RS115, perto da cidade de Gramado, vejo o trânsito parado por causa de um acidente. Estaciono meu carro e vou olhar. Quando chego perto, vejo o Charger bege com a frente desmanchada em um barranco. Cheguei perto, confirmei o Charger Inadiano,olhei o estrago, e pensei: "-Primeiro levou uma porrada na traseira, agora na frente...Este já era!" Voltei ao meu carro e fui embora.
                      Meses depois,  aparece na oficina um novo cliente, morador aqui da cidade, com um Charger RT 1978, branco, muito mal pintado e cheio de massa plástica!!Um legítimo dodge italiano!! O cara me deixou o carro para um revisão e foi embora. Durante o tempo em que o carro ficou comigo, notei que a tinta , apesar de nova, já descascava em certos cantinhos, e a tinta que aparecia por baixo era de cor bege. Fui conferir a plaqueta do carro, NT-2, Bege Indiano!!
                      Uns quinze dias depois, quando o dono veio buscar o Charger, entre uma conversa e outra, lhe perguntei a quanto tempo tinha o dodge. Este me respondeu que praticamente ainda não havia andado com o carro, pois tinha comprado já à alguns meses, mas o dodge estava em reforma. Me disse que o antigo dono tinha se acidentado na estrada de Gramado, e como na época o carro estava com os documentos atrasados, foi guinchado pela polícia. Então, viu o carro preso no depósito e foi tirar informações. Descobriu onde o dono morava, negociou o dodge e mandou pinta-lo de branco!! Então contei a ele a trajetória passada que eu conhecia do carro, desde que apareceu aqui por Taquara, praticamente novo!!
                       Passados mais alguns meses, este dono do dodge o vendeu para um sujeito da cidade de Parobé. Este novo proprietário, colocou várias faixas adesivas no carro, nada original!! Mandou fazer uns adesivos pretos "Charger RT", e colocou nas laterais das portas. Rebaixou bem a suspensão do dodge e mandou pintar todos os frisos do carro de preto fosco!
                       Meses depois, apareceu também este na minha oficina. Olhei e de imediato reconheci o pobre coitado e sofredor Charger Indiano, que por sinal, é minha cor prediléta do 78!! Conversamos um pouco e este me disse que precisava trocar o motor do dodge, pois o dele, estava queimando muito óleo. Então, lhe ofereci um dos motores que eu tinha em casa, na troca do dele. Fechamos negócio e ele me deixou o carro para fazer a troca. Alguns dias depois veio buscar o dodge e lembro que ainda comentei com ele que deveria levantar um pouco a suspensão, o carro estava baixo demais!! Mas, não quis saber e foi embora!
                        Algum tempo depois, o sujeito tinha me ligado para combinar um novo horário e fazer mais alguns consertos no carro. Na hora marcada, o cara não apareceu. Passadas umas duas horas, o sujeito apareceu na oficina a pé. Entrou esbaforido portão à dentro. Perguntei o que houve e o mesmo me disse que bateu a parte de baixo  do carro em um paralelepípedo, deu um estouro tremendo e o carro não andou mais, motor ligado, mas não saia do lugar. Ele achou que tivesse quebrado a caixa de câmbio.
                         Fomos até lá e reboquei o carro pra oficina. Chegando lá, levantei o dodge no macaco, e de imediáto vimos que o carter seco, da embreagem, tinha um grande amassado. Soltei os parafusos e quando tirei a tampa, percebemos o volante (cremalheira) do motor pendurado!! Tinha quebrado o gargalo do virabrequim na batida!
                        O amigo desanimou!! Só me olhou e disse: "-Tu me avisou, né?? Não posso reclamar". Bom, o jeito foi tirar o motor e trocar o virabrequim. Alguns dias depois o carro estava pronto novamente.
                        Alguns meses depois, este cliente vendeu o carro para outra pessoa e perdi o contato com o dodge, por pelo menos um ano. Até que certo dia, voltando de Novo Hamburgo, vejo de relance um dodge para venda em um picaretas de carro, na beira da RS239 em Parobé. Estaciono e vou dar uma conferida no material. O dodge estava jogado em um canto, aparentemente à meses, ao relento! O coitado parecia estar esperando algum ferro-velho ir recolhe-lo. Com seus pneus murchos, mato crescendo em sua volta, a pintura toda arranhada e descascada, mas... Era o Charger Indiano, novamente me chamando!!
                       Pensei, este vai junto comigo hoje! O picareta já estava ao meu lado, enaltecendo as qualidades do carro etc,etc! Aquelas coisas nojentas que eles falam pra todo mundo e de qualquer carro!! Pedi a ele que me falasse qual o valor do carro, mas este, só o que falava era que o carro era maravilhoso, o carro é uma jóia!! Então pedi a ele que queria ver o carro funcionando. O homem para de falar e disse que o dodge não pegava porque o motor de arranque estava estragado, mas o carro era sensacional!! Eu quase vomitei nele!!
                        Perguntei-lhe o preço e imediatamente lhe fiz uma contra-propósta. O picareta nem pensou muito e aceitou! Claro, pois ele mesmo sabia que qualquer valor seria ótimo pela venda daquele carro, que... nem mesmo funcionava!!!
                        No mesmo dia peguei um cambão e reboquei o Charger Indiano para minha oficina, que de lá, nunca mais saiu!!    
 Foto tirada alguns dias depois que comprei o carro, ainda inteiro, com excessão da porta, que já tinha vendido. Alguns meses depois, o carro já não existia mais.
                      Na próxima postagem Dart de Luxo, 1975 Branco Valência

47 comentários:

  1. Bom dia Cuti.
    Fico feliz por ver o amigo postando novamente. Lendo suas postagens bate uma saudade de um tempo que nunca vivi, mas que gostaria de ter vivenciado.

    Abraços

    Irivam Jr

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    1. Bom dia Irivan
      É, este final de semana passado, dia das mães, me deu vontade de escrever outra história.
      Acredito no teu comentário, o passado foi muito melhor que hoje, pelo menos em termos de carros. Imagina a minha saudade!
      Grande abraço meu amigo
      Cuti

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  2. Ola Cuti,é realmente este Dodge não teve muita sorte em termos de donos.
    Já estava fazendo falta suas postagens,é sempre bom ler tuas histórias..
    Acho que este final de semana o meu sai da oficina...
    Lembra da fazenda em vacaria os caras tão indo de camionete com farolete,um dia um de 70kl,e este final de semana passado pegaram 3 de + - 50kl..
    Abraço Marcelo.....

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    1. Caro amigo Marcelo
      Fico na torcida pelo teu Dodge, espero que fique pronto e bom de rodar este final de semana!!Me desculpe por não ter encarado o "desfio", mas estou na torcida!
      Lembro da fazenda sim!! Aquela região está tomada de Javalis. A cada duas semanas estamos subindo para a fazenda arrendada, também em Vacaria, e quase sempre voltamos com um abatido. O último pesou quase 120kg. Era enorme!! Mas nunca pegamos mais do que um em cada viagem. Três é bom demais!! A carne de um entre 50 e 70kg são as mais gostosas, principalmente femea.
      Obrigado pelo comentário meu amigo!!
      Abração

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  3. Cuti meu mestre,

    bom ter você de volta. Além de ótimas, as tuas histórias me fazem relembrar fatos passados.

    Tive dois Diplomatas com essa mesma impressão de maus tratos: um cupê 82 e um sedã 87, curiosamente comprados dos primeiros donos.

    O cupê 82 era um 4100 (motor azul, não 250S), automático, preto, interior cinza, lindo, placas amarelas 0001 (não lembro as letras). Comprei em 1986, não tinha nem quatro anos de uso. Ocorre que o primeiro dono era dado a alguns excessos, tanto etílicos como automobilísticos: o carro sofreu alguns acidentes, mas o dono não economizava nos consertos. Assim que comprei comecei a ter problemas com a suspensão dianteira e com os freios; de vez em quando e sem razão aparente, ao pisar no freio o carro não apenas não parava como dava a impressão de aumentar a rotação do motor (!?). Levei a vários lugares e o defeito não se repetia, até que um dia fui parar em um semáforo e nada de freios, bati em cinco carros. Voltei para casa louco de raiva, a 150km/h na estrada (quanta irresponsabilidade) e o freio perfeito. Foi a última vez que usei, vendi e nunca mais ouvi falar dele.

    O sedan 87 foi na verdade comprado pelo meu cunhado, o Wagnão. Fomos juntos buscar o carro, comprado do Consulado de Moçambique em janeiro de 1994. 4100 álcool, mecânico, placas CDM 0001 (olha a coincidência), muito pouco rodado: tudo no carro era original de fábrica, pneus inclusive. Então as coisas começaram a ficar estranhas para o meu cunhado: em intervalo de dias sofreu dois pequenos acidentes, sendo um com o Diplomata e outro com o Passat relíquia do sogro dele, em ambos ele foi atingido sem culpa. Menos de um mês depois ele estava de passageiro no carro do irmão quando um acidente na estrada sob chuva torrencial levou o Wagnão embora. Tristeza total, era muito mais que um cunhado, um irmão de alma. Até como homenagem eu comprei o carro da viúva, pagando caro. Arrumei o estrago do acidente que ele havia sofrido e passei a usar o carro: andava que era uma beleza, mas logo começou a apresentar toda sorte de problemas. Suspensão, arrefecimento, câmbio (!), escapamento, sistema elétrico, tudo quebrava. Os caras do Consulado de Moçambique nunca fizeram manutenção de nada no carro e abusaram dele sem dó, descobri depois. Fiquei com ele de março de 1994 até meados de 1996, quando comprei um Versailles 95. Comprei acima da tabela, gastei nele quase o mesmo valor que comprei e vendi abaixo da tabela. Que belo negócio... valeu pela homenagem ao Wagnão, ao menos ele não conheceu tantas decepções com o carro. Vi logo depois o carro, estava com alguns detalhes do 88 (lanternas traseiras, etc) e acabado em um poste. Havia algo de muito errado com o carro.

    Desde então, carro de uso só zero quilômetro. Hoje tenho uma Journey 2.7 da firma, me atende muito bem. Para diversão tenho meus antigos.

    Grande abraço meu mestre, conte mais histórias dos teus Dodges.

    Reinaldo
    http://reiv8.blogspot.com

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    1. Amigo Reinaldo
      Que bíblia!!!!!!!! Quase uma postagem!!
      Sinto muito pelo teu cunhado, tenho um também que vale por muitos, gente finíssima!!
      Agora, coisa engraçada este freio do teu Opala, talvez o defeito estava no servo (hidrovácuo). As vezes fica sem vácuo e perde completamente a eficiência.
      As vezes a gente se engana com a aparência e procedencia de um carro, assim como este do consulado. Os orgãos usam e abusam até o final, não batem a carroceria, mas a mecânica é negligenciada até o fim, daí vendem!
      Obrigado pelo "grande" comentário
      Abração

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  4. Aee Cuti...
    Realmente isso acontece,foi assim com o Maverick LDO do meu irmão,desde piá ele sempre via esse maveco,eu me lembro vagamente,tava sempre trocando de dono,mas todos ali pela região mesmo,era V8 mas já haviam botado um 4cc,quando meu irmão fez 17 anos juntou umas economias "pouca coisa pois não tinhamos mesada haha" e mais um pouco com meu pai e comprou de um pedreiro que morava perto de casa,com o seu antepenúltimo dono o 302 parcialmente desmontado,passado uns 2 anos ele estava "andável".Ele foi pra são paulo,cidade de Registro,pegou uma chuva,rodou na pista e desmanchou o carro,meu irmão levou pra casa e passados mais 4 anos ele ta zerado,agora só sai as vezes,para encontros ou até viajens,mas com o maior zelo,e meu pai também que é unico dono de uma Rural (não lembro o nome)que até hoje só trocou bateria e pneus ....

    Cuti jurava que nas ultimas linhas ali quando li "minha oficina,de onde nunca mais saiu..." pensei que tu havia reformado ele e guardado pra ti.mas as vezes não tem choro nem vela né,não rola mesmo

    abração e até mais

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    1. Marcos, meu amigo!
      Como a vida se repete em locais tão distantes, hein?? Tudo é cíclico nesta vida, o que hoje é bom, amanhã não vale nada e depois de amanhã vale muito menos e muito depois vale muito!! A vida é muito louca mesmo.
      Mas fico feliz em saber que teu irmão conseguiu salvar o Maverick, coisa rara!! Esta Rural do teu pai é uma verdadeira relíquia, não só pelo estado ,mas pela história na família, um carro assim tem de ser preservado.
      Cara, infelizmente não salvei o Charger, se fosse hoje, certamente seria diferente, mas na época... Se as pessoas pudessem imaginar quantas lembranças tenho vivas na minha mente... é um desalento!
      Meu amigo, muito obrigado pelo comentário
      Grande abraço

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  5. aliás,não lembro o ANO da RURAL...o nome é RURAL KCT huashuas

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  6. Olá, Cuti! É muito bom tê-lo de volta!

    Acho que o Charger queria era que vc o comprasse desde o começo. Ainda hoje tem vários donos de veículos que não merecem seus carros. Basta ver a quantidade de bons carros que são injustamente desvalorizados por falta de boas manutenções.

    Inté!

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    1. Dia Leroi!
      Também acho, mas nem sempre o que a gente deseja acontece.
      Grande abraço e obrigado pelo comentário
      Cuti

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  7. Cuti, muito boa a postagem, o final dos carros do meu avô deve ter sido parecido: desvalorizados, mudando de dono, sem manutenção.... Até virarem quilo em ferro velho. Pelo menos os meus vão durar até o final do mundo, rsss... (Acho...)

    abraços e obrigado pela postagem.

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    1. Vital
      Eu ainda não desisti dos do teu avô, apesar da chance ser remota, impossível não é!
      Abraço

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  8. Buenas Cuti,deve ser karma de Charger 78 Indiano,acompanhei o triste destino de um de maneira quase identica,lembro =me dele chegando novo imaculado por volta de 81, seu dono um Sr ja idoso morava perto de casa,um ano e meio depois sofreu o primeiro trauma de muitos outros, um acidente entortou-lhe a lateral do carona, ficou meses encostado na garagem do Sr q era seu dono ,intermediei a compra pra um amigo, na tentativa de salva~lo,o tiro saiu pela colatra , logo depois levou uma borduada na traseira tbem porque dormia na rua, o pai do amigo não o deixava guardar o R/T na garagem, depois disso passou de mão em mão, sempre proximo da minha vista, ate sofrer outro acidente frontal q praticamente o destruiu, foi pro patio da policia tbem por problemas de doc,dele so sobrou o emblema do painel ,q retirei dele ja no patio, guardo ate hoje como lembrança postuma. R.I.P o meu e o seu Indiano.Um abraço amigo Cuti.

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    1. Buenas Homero
      Infelizmente acho que este carma não era só dos 78 indianos, se estendeu por todos os anos e modelos de dodges no passado. Tu falou uma coisa interessante:"O pai do teu amigo não deixava guardar o Charger na garagem" Cara, qual era a imagem destes carros para as pessoas nas décadas de oitenta e noventa???? Lixo!!! A gurizada gostava e queria ter um, mas os pais tinham pavor!! Incrível isto!
      Obrigado pelo comentário meu amigo
      Abraço

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  9. Cuti tudo bom? ja vi esse filme, vira quebrado no gargalo, carro largado na rua e ai veio parar na minha casa onde ser ter o que fazer pelo estado dos carros eu meti o machado......... paciência!

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    1. Tudo bem Fabrício!!
      Filme bem comum e repetitivo mesmo, infelizmente!
      Abração

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  10. CUTI ,bom dia ! tudo bem? em pleno século xx1 eu já com meus 4.2 de resistência, pasme; mas só agora no início de 2012 que me convenceram que navegar era preciso... ganhei meu primeiro computador, kkkk um amigo me presenteou (salve UMERSOM BRABEZA)e só ontem 18/05/2012 , foi quê tive o prazer de ler suas postagens,fiquei maravilhado com tamanha riqueza de detalhes , acho que li todas ,quase chorei com aquela do bilhete, que cavalheiro , o Sr te ligar só para te dar uma satisfação, coisa de homem de verdade... e aquela do fusquinha ,vivi uma quase parecida , só que infelizmente passei á noite na tranca (28/11/93)kkkk...Cute, sem mais delongas quero te parabenizar por essa vida tão cheia de riscos e emoções e que como diz o poeta SE CHOREI OU SE SORRI O IMPORTANTE É QUE EMOÇÕES EU VIVI... sudações V8TEIRAS !!!

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    1. Caro amigo Paulo
      Prazer muito grande ler teu comentário!!
      Posso dizer que começamos quase juntos a compartilhar a tal de internet. Sou completamente reticente a modernidade, mas... precisamos nos atualizar para não ficar completamente para trás kkkkkkkk
      Muito obrigado pelos elogios as histórias, sem dúvida alguma são muito importantes para mim, por isto resolvi compartilha-las com outras pessoas.
      Muito abrigado amigo!!
      Grande abraço
      Cuti

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  11. Cute, esse anônimo ai sou eu ,opaulo318@gmail.com o.k

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    1. E obrigado por ser mais um dos seguidores do blog!!
      Abração

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  13. Graaande Cuti!

    Quem é vivo sempre aparece!! rsrsrs
    Abraço

    Edu Silva

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  14. Fala Edu!!
    É isto aí, grande abraço

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  15. Cuti, meu camarada !!
    O teu relato me fez lembrar de outro Charger que tive, e que também teve um triste fim: era um lindo RT 73 Vermelho Indio, comprei de dois garotos que compraram do primeiro dono, o Dodge já estava em petição de miséria, assoalhos dianteiros e do porta-malas bem podres, a lateral traseira direita afundada pela porrada de um ônibus (o cara brecou o busão com o carro !!), os bancos de couro todos detonados, enfim...Quase chorei quando vi, mas o mau instinto dizia que o Charger merecia reviver, então...O danado tinha pouco mais de 40 mil kmts rodados...
    O mais difícil de se achar de detalhes já naquela época ele tinha: volante Walrod original, painel imaculado, frente perfeita, as cinco rodas Magnum inteirinhas (estepe ainda com GoodYear Banda Larga), inclusive o manual do carro no porta-luvas !
    Claro, o resto era de se enojar: suspensão, freios, pneus, tudo totalmente bichado...Ainda comprei peças zero originais na extinta Chambord Auto pra esse carro, e ficou perfeito !!
    Depois de tudo OK, usei ele por alguns meses, até que me apareceu aquele maldito Magnum 81 com menos de 5 mil kmts rodados e eu tive de vender o Charger ANTES pq. meu pai me obrigou, dizendo: "Um Dodge aqui já é muito, dois aqui na garagem não !!"
    E como eu era solteiro e ainda morava com eles, acatei a ordem.
    Resultado: "queimei" meu RT numa feira de usados por 3 mil dólares, fui buscar o Magnum e o cara vendeu pra outro...Simplesmente fiquei vários anos sem Dodge por conta do acontecido, só de raiva da minha burrice.
    O Charger foi vendido duas semanas depois para Guarulhos, já bem "depenado" (o picareta que comprou ele de mim arrancou as MAgnum e o Walrod, trocou o motor zerado por outro, enfim...), e depois soube que ele acabou sua vida num pátio por ter sido apreendido num racha...
    R.I.P. Charger LP23 placas BGR-1973 !!!!
    Abração, meu caro !!

    Marião

    PS: em breve vou aparecer aí com uma viatura que vc. vai gostar, não é Dodge, mas tenho certeza de que tu vai curtir...

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    1. Mário
      São tantas as histórias tristes com dodge neste Brasil que até é de se admirar que ainda tem algum vivo.
      Tô te esperando, só dizer o dia!
      Obrigado pelo comentário meu amigo
      Abração

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  16. Amigo Cuti, vc. não vai acreditar no que vou te escrever. A cerca de 3 semanas atrás, fui no meu protético, numa cidade vizinha a minha, e ele me falou que na rua de trás do laboratório tinha um Dodge abandonado, eu não acreditei e fui lá ver. Tinha mesmo, um Dodge Magnum branco com teto de vinil e interior marrom que fotografei para provar. Procurei imediatamente o proprietário e não encontrei, encontrei o tio dêle, que me disse que o dono esta no Japão, morando lá, e o Dodge, que esta a mais de 10 anos guardado num terreno, no tempo, teve que sair de lá, então a solução foi deixa-lo na rua. Lógico que fiz a pergunta lógica, se o dono vendia, e até hoje estou esperando a resposta, toda vez que vou ao protético, passo lá, vejo o bicho na rua e me desespero, a ultima noticia que tive, é que ele vai REFORMAR o carro ja no mes que vem.
    Conclusão, amigo Cuti, não é só naquela época que os Dodges se desmancharam, vemos em pleno século 21, isto ainda ocorrer, e o pior é que em certas ocasiões não temos como mudar o destino deles, fico irado, mas fazer o que!!!!!!! Estou te mandando as fotos que tirei dêle, no seu email. Abraços, ainda estou na batalha de salva-lo..............
    Rogerio Astur Guaranésia Minas Gerais.

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    1. Caro Rogério Astur
      Cara, recebi as fotos! Com certeza é uma grande lástima este carro se acabando no tempo. Se pelo menos estivesse em uma garagem??? Que destino tem estes carros!! Mas continua insistindo, vou ficar na torcida aqui!
      Grande abraço meu amigo
      Cuti

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  17. André S. Pereira23 de maio de 2012 21:25

    Grande Cuti!

    Sembre bom poder ler um novo relato teu!
    Que pena por esse charger hein... mas infelizmente é a ordem natural das coisas, poucos são os sortudos (os carros) que encontram donos que possam cuidar deles como merecem, a maioria acaba mesmo sendo castigada até se entregar... fazer o que né!

    Abração!

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    1. Fala André!!
      Pena mesmo, mas ainda bem que sobraram alguns!!
      Obrigado pelo comentário amigão
      Abraço

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  18. Grande Cuti, correria não deu tempo de olhar antes. Concordo contigo que tem caranga que nasceu predestinada a sofrer...Abraços

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  19. E daí Jacson!
    O importante é olhar e ler, abraço

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  20. olá! que bom que voltou escrever,realmente tem carros com uma zica terrivel, lembro da s10 ano 1998 zero km, de meu pai,quando foi retirada estragou no portão da concessionaria, ainda veio o vendedor com cara de tacho perguntar o que eu tinha feito!!! fora isso teve varios problemas cronicos (embreagem, vasamentos, problemas no acabamento interno,..........) Nunca vou comprar carros chevrolet!
    Espero q continue com seus relatos, uma leitura simples, muito agradavel! parabens , até logo!

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    1. Bom dia amigo
      Obrigado pelo comentário, estou com pouca vontade de escrever aqui no blog ultimamente, mas aos poucos vai saindo alguma coisa.
      Meu pai teve vários Chevrolet Opala, nunca deram problemas, teve também uma S10, mas está já não era tão grande coisa.
      Abração
      Cuti

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  21. Boa Noite amigo Cuti...muito boa a história desse Dodge,trágica mas ...muito boa,eu me lembro de um amigo que teve um Rt 1975 preto na decada de 90,muito bom o carro,de mecanica ,interior e vinil perfeitos,a lataria tinha uns podres,depois de um tempo...machado nele foi picado e vendido as peças,certo tempo depois esse amigo aparece com GranSedãn vermelho 76,lindão tambem e esse teve um final feliz foi vendido pro atual proprietario no interior de Sp,foi restaurado e está zerado, é Cuti espero eu logo comprar meu Dodge ,e salvar mais um de ter um destino como trágico como o 78 Bege que você descreve,falow amigão um grande abraço e escreve mais histórias ok....fica com Deus.

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    1. Bom dia Rodrigo!
      Eu até não acho os charger`s pretos bacanas. Opinião minha! Sei que a grande maioria acha maravilhoso, mas pra mim , nunca me chamou atenção. Prefiro um Dart preto.
      Agora, este Gran Sedan vermelho 76 é realmente uma tara minha, ainda mais se for automático! Que bom que foi salvo!
      Cara, obrigado pelo comentário. Semana passada comecei um ensaio de uma nova postagem, em breve eu coloco aqui no blog!
      Abração meu amigo

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    2. Ah, e tomara que tu consigas comprar logo teu dodge! Vou ficar na torcida!
      Abraço

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  22. Opa positivo ein Cuti obrigado pela torcida kkkk,uma vez eu e meu primo quase compramos dois Darts em 2001,um branco e um amarelo,os 2 por 7 mil,mas estavam podres ein kkk,e meu primo já tinha o charger rt 78 e decidiu envestir grana no charger do que comprarmos dois darts ,nem imaginavamos que hj queriamos ter os dois darts,então aquele gransedan que falei era vermelho,interior todo preto e bom estado,este carro deve estar em São Carlos sp,ah o cambio é manual,mas ok amigão boa semana ae pra ti e toda familia e manda outra história logo,falow abraço.

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  23. Grande Cuti !!!!

    Fazia tempo que eu não acessava o blog e mesmo depois de tanto tempo so tinha 1 postagem ! hehehe !!! Espero que voce consiga recuperar o animo, porque o meu blog ficou abandonado, nunca mais postei nada la... preciso voltar a me mexer !!! Mas foi excelente hoje chegar na empresa cedo, botar agua quente na cuia e fazer um chimarrão delicioso e tomar lendo sua postagem !!!

    Isso é bem verdade, tem dodge que nasce pra sofrer e tem dodge que tem alma bandida, temos um exemplo aqui no ABC de um RT 75 triple black que ja pertenceu ao Glauber e hoje ta nas mãos do Jorge de Mauá, esse dodge foi coadjuvante de um assalto famoso a uma grande joalheria em São Paulo, ficou por anos abandonado com os pneus atolados no barro la na velha oficina Bode Velho do Alaor no Riacho, não sei como foi parar nas mãos do Glauber que vendeu pro Jorge que restaurou o carro todo. Esse carro tem um temperamento danado, volta e meia deixa o Jorge na mão por algum problema besta, o bicho é mau humorado por natureza !! kkkkkkkkk !!!

    Cara, tava com saudades de ler seu blog e de falar contigo, essa vida corrida da cidade grande acaba nos afastando dos amigos quando isto não deveria acontecer !!

    Um forte abraço do seu amigo Andreense,

    Edu Coxinha

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  24. Coxinha.
    Cara , tu tá virando um gaúcho tchê!! Logo cedo tomando chimarrão aí em SP, o que teus colegas dizem????
    Seguidamente dou uma olhada no teu blog, e vejo que assim como o meu, tá devagar! Mas é questão de tempo, logo sai outra postagem.
    Cara, este charger que tu relatou aí deve ser bem temperamental mesmo, gostaria de ter este carro (assaltante) para ser meu carro do dia a dia!! |Um dodge com uma história destas não pode parar!
    Obrigado pelo comentário meu amigão! Bom de mais ler tuas histórias!
    Abração do amigo aqui!
    Cuti

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  25. Fernando Rodrigues13 de julho de 2012 01:17

    Olá Cuti. Nunca comentei aqui no blog pois fiquei sabendo desse blog a mais ou menos 1 semana atrás. E nessa semana que se passou fiquei lendo todos os seus posts, linha por linha e me encantei, chegava em casa e corria ligar o computador para ler os posts restantes, infelizmente cheguei ao seu primeiro post agora pouco, queria que tivesse mais! hhahaha. Muito prazeroso ler o que vc escreve, virei fã de você e dos Dodges, já estou até com vontade de comprar um!! hahaha. Grande abraço e continue com as postagens!

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    1. Bom dia Fernando Rodrigues
      Fico emocionado com comentários como o teu e vários outros. É muito bom saber que as linhas mal traçadas da vida da gente, compartilhadas com pessoas que nem mesmo me conhecem, agradam tanto.
      Muito obrigado por ler e comentar o blog. Em breve largo mais uma postagem!
      Grande abraço
      Cuti

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  26. Cuti,

    Comecei com isso essa semana, e ja consegui trazer outro paulista pro vicio, ja somos 2 tomando chimarrão no escritório !!! kkkkkk !!! Tem um outro que ta pensando em fazer o mesmo, daqui a pouco isso vira efeito dominó e o chimarrão vai ser adicionado a cultura paulista !!! kkkkkkkkkk !!!

    Depois vou te mandar uma foto desse RT pra vc ver, coisa mais linda !!!! Sou suspeito pra falar ja que 75 pra mim é O ANO dos dodges !!! hehehe !!

    Abraço

    Coxinha

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    1. Coxinha
      Que bacana!!!!!!!! Sabe que o chimarrão vicia e se torna um parceiro quando estamos sozinhos e agrega quando em mais pessoas. É fenomenal!!!
      Vai faltar erva em SP, vou ter que começar a mandar pelo correio kkkkkkkkkkkkk
      Recebi as fotos, sabe que eu até não acho os dodges pretos tudo aquilo, exceto os darts pretos que eu adoro. Prefiro os charger vermelho dinastia. Também gosto muito dos 75. Mas me apetecia aquele charger, principalmente pela história dele
      Abração

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  27. Boa noite Cuti esse é meu primeiro comentario. Quero te parabenizar pelo blog, achei muito legal principalmente a parte dos mavericks que sao minha paixão, mas gosto muito de dodges tambem. Como sou mais jovem não peguei essa epoca que havia tamtos v8 nos desmanches. Legal voçê compartilhar conosco suas aventuras. Aguardo ansiosamente sua proxima postagem. Um abraço

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    1. Bom dia caro José
      Realmente quem não viveu aquela época não imagina a fartura destes carros, tanto nos ferro-velho como nas ruas. Tempos bons que infelizmente se foram, mas é assim a vida.
      Muito obrigado pelo comentário, de agora em diante espero ler outros do amigo.
      Grande abraço

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