quarta-feira, 28 de março de 2012

Dodge Magnum 1979 Bege Cashmere

                            Em janeiro passado, enquanto escrevia minha última postagem, anterior a esta que vos escrevo agora, tinha em mente parar de escrever minhas histórias, pelo menos por algum tempo. Nos subsequëntes dias, esta vontade se confirmou. Perdi completamente o interesse em seguir contando minha vida aqui. Acho que por um somatório de coisas, tanto de minha parte quanto alheias. Mas..., os dias passam, os pensamentos mudam e...sei lá! Não quero dizer que irei escrever outra postagem depois desta, mas por hora, é isto!
                             Alguns dias atrás, conversando com um grande amigo do meu passado, este me fez lembrar, com ricos detalhes, uma história da nossa turma. Entre muitas risadas, um completou detalhes que o outro não lembrava. Foi mais ou menos assim:
                            Certa vez, em um longínquo sábado do final do ano 1979, eu e minha turma de amigos estávamos no interior da Fábrica de Máquinas Max Badermann. Tinhamos passado praticamente o dia todo lá dentro, mexendo eu tudo que não podiamos sequer olhar em horário de expediente. Naquela tarde, sozinhos, nos sentíamos verdadeiros empresários de uma grande indústria.  Certo momento, cansados de "trabalhar", fomos todos para o escritório da gerência, do pai do meu amigo Alnei. Sentados lá, começamos traçar nossas metas para a noite que se aproximava.
                            Já tinhamos um plano em vista, do qual todos, unanimemente, eram de acordo!! Este, não seria a primeira vez que iriamos coloca-lo em prática, mas a ansiedade era tal qual fosse. O nosso objeto de desejo estava à poucos metros do nosso alcance, descansando em uma garagem ao fundo da fábrica: O novíssimo e recem adquirido Maverick LDO V8 1979, do avô do nosso amigo!!
                            Bom... mas... para colocar as mãos e tornar nosso desejo real, teriamos que aguardar até por volta das 21hr, talvez 21:30hr, até que o senhor Max Badermann decidisse recolher-se ao seu leito. Assim como dona Osmilda, esposa do sr Max! Mas depois de meses e meses de "campanha", sabiamos que os dois compartilhavam praticamente juntos a hora do repouso na cama.
                            Então, sentados todos nós no escritório, aguardavamos o relógio percorrer seu lento traçado. Minuto após minuto, hora após hora, a ansiedade era cada vez mais aflorada em nossos pensamentos, até que... chegou o momento!
                            Passava das 21hr, nosso amigo Alnei se dirigiu ao apartamento do prédio do seu avô, para pegar as chaves do V8. Geralmente isto era uma jogada rápida, mas naquela noite as coisas não correram exatamente como nós previamos. O apartamento dos dois tinha um acesso restrito por um elevador panorâmico, construido na própria fábrica, no qual, somente era usado pelo último andar, onde moravam.
                            O Alnei entrou no elevador e subiu ao último andar do edifício. O tempo passando e nada dele voltar. Nós, já roendo as unhas, amoitados ao lado da garagem do Maverick. Depois de uma meia hora de espera, nós já bem preocupados com o desfecho da história, nossas cabeças começavam a trabalhar e imaginar coisas!! Já imaginavamos desculpas para o nosso ato, ou tentativa de ato! Passadas quase uma hora, até que, entre as folhagens de um antigo pé de laranjeira que tinha ao fundo do edifício, apareceu um vulto sorridente, tilintando as chaves do nosso desejo.
                            Ao longo de boas risadas, nosso amigo explicava o porque da demora interminável. Disse ele que quando abriu a porta da cozinha, escutou vozes!! Eram seu Max e dona Osmilda olhando e comentando um dos últimos capítulos da novela PAI HERÓI, kkkkkkkkkkkk.  Nós tinhamos pavor de novela, mas naquela noite o Alnei nos narrou praticamente o capítulo todo!! Acho que foi naquele dia fiquei sabendo quem era o tal de Toni Ramos!! kkkkkkkkkkkk
                            Bom, agora com as chaves na mão, abrimos a garagem e deparamos com aquela maravilha sobre rodas. Parecia até que nos aguardava, para também se divertir e ganhar a noite! Abrimos o carro, e, com um enorme receio de sermos descobertos, com o carro desligado, o empurramos até a rua. Um percurso de uns 200metros. Se fosse nos dias de hoje, com certeza alguma viatura da polícia teria nos flagrado, mas naquela época...
                            Agora na rua, pulamos todos para dentro e saimos sorrateiramente!! Nas primeiras esquinas, devagar e em silêncio, depois, pé no fundo!! Se existiu um cara que não tinha pena de carro, este cara era o Alnei! E que motorista!! O melhor que já vi ao vivo. Foi o único cara que vi fazendo manobras somente vistas por profissionais. Uma delas é a de vir com o carro andando e estaciona-lo entre outros dois com um cavalo-de-pau!! Manobra especialmente linda!! Alguns meses atrás tinha uma propaganda do Reno Clio ou Sandero, (acho eu) que o cara levava uma guria para faculdade e estacionava assim quando chegava. A guria falava "UAU"!! Acho que todo mundo lembra!
                            Um permenor, mas de grande relevância, era o combustível. Mas como tudo conspirava em nosso favor, ao lado da fábrica, em um outro prédio anexo, existia uma fundição de aço! Seu Max montou para produzir peças para os motores e máquinas que a fábrica produzia. Lá tinham três turbinas enormes, cada uma do tamanho de um pequeno caminhão. Na época alimentadas com gasolina, para derreter o aço. Era lindo ver. Por várias vezes, quando colocavam aquilo para funcionar, todos nós iamos lá para olhar de perto! O barulho que fazia quando funcionava era assustador!! Parecia que tudo iria explodir! Bom, dentro dá fábrica sempre tinham alguns tonéis de 200 litros, em torno de vinte, vinte e cinco, cheios de gasolina!! Era nosso posto particular!!
                            Ganhamos a noite da cidade, livres e sem um pingo de responsabilidade. Eu, o Alnei e o Eraldo tinhamos 15 anos, o Ganso 14 e o Tiago, um pouco "menos novo", tinha 16! Andamos par quase todas as ruas da cidade, sempre com o pé em baixo, derretendo pneus. Em certa altura, fomos para Igrejinha, mas como não tinha nada lá, voltamos. Em certo momento, andando pelas ruas de Taquara, fomos abordados por duas gurias, conhecidas nossa da cidade. Estas nos pediram uma carona, queriam ir para uma danceteria na cidade de Parobé. Conversamos um pouco e decidimos levá-las.
                            As duas se amontoaram dentro do carro, no nosso colo, e partimos! Nós, que já não tinhamos nada na cabeça, com as gurias dentro do carro, queriamos nos superar, nos fazendo passar por HOMENS! Acho que somente ficou ar dentro das cabeças!!
                            Era inverno na época, acho que mês de junho ou julho, as estrada aqui do Sul geralmente são tomadas por uma incrível serração, que em determinada hora da noite, mal se consegue enxergar alguma coisa que não o capô do carro. Mas em contra partida, os irresponsáveis não enxergavam um palmo além do próprio nariz!
                            Pegamos a RS 239 em direção à cidade de Parobé, sempre de pé em baixo, em um total ato de suicídio coletivo! Por mais inacreditável que possa parecer, não se enxergava nada mais do que alguns centímetros a frente do capô. Nosso guia, eram os poucos riscos pontilhados pintados de branco no meio do asfalto!! Se tivesse qualquer carro , moto ou caminhão na nossa frente, seria morte certa!! As duas gurias, que em um primeiro momento estavam achando o máximo, começaram a se apavorar! O Alnei vendo aquilo, ao invéz de diminuir a velocidade, aumentou!! Na reta que hoje tem a fábrica das ferramentas Pandolfo, que fica próximo ao rio Paranhana, estava tomada por uma densa serração! Mal se podia ver um metro além do longo capô do Maverick, a visibilidade era zero!! Por alguns instantes, o ponteiro do velocímetro encostou nos 200Km/h!! As gurias berravam apavoradas, desatinadas!! Chegaram ao ponto de perderem totalmente a noção, nos arranharam como gatas enjauladas, usando suas delicadas unhas afiadas em uma ato desesperado pela sobrevivência!!   Com os braços abertos, colovam as mãos nas janelas laterias, achando que iriam morrer ali, naquele momento!! Quando se sentiram totalmente impotentes, começaram a chorar aos berros dentro do carro!! E nós?? Nos olhando, perplexos, sem entendermos o porque daquele desespero! O que faz o pavor??
                           Em questão de minutos, chegamos em Parobé! Nem bem entramos na cidade, as duas voaram como pássaros engaiolados para a liberdade. Não preciso dizer que elas nunca mais, mas nunca mais mesmo, olharam para nós!! Bom, nesta hora decidimos ir em frente e partir para a cidade de Novo Hamburgo.
                            Pegamos novamente a estrada e nos mandamos, conforme iamos nos afastando da cidade de Parobé, a serração foi diminuindo até que simplesmente sumiu.
                           O Alnei era um cara que realmente não tinha medo de nada, acho até que, infelizmente, o perdemos por este sentimento, ou melhor, pela ausência deste! Seguiamos pela estrada e ele simulando que as listas intercaladas brancas, pintadas no meio do asfalto, fossem cones!! Cada vez imprimindo uma velocidade maior, até que o carro praticamente perdesse a dirigibilidade. Certa vez, com um Corcel II da fábrica, quase morremos todos ao fazer a mesma coisa, com o carro totalmente descontrolado, depois de uma sequência involuntária de vários cavalo-de-pau, paramos à centímetros da guarda de uma ponte! Mas, naquele noite, foi só diversão. Muito pneu cantando e muitas risadas a bordo de um V8, zero quilômetro, novo, rasgando a estrada!
                          Alguns quilômetros depois, já bem perto da cidade de Sapiranga, em uma grande reta, de longe vimos que vinha em sentido contrário ao nosso, outro Maverick. O Tiago, imediatamente colocou metade do corpo para fora do carro, gesticulava e berrava ao outro carro que queriamos fazer pegas!!! Analisando isto hoje, nós eramos um bando de retardados!!
                            A nossa velocidade era de uns 140km/h, quando cruzamos pelo outro Maverick, vimos que era um GT de cor laranja, e também vinha em velocidade alta. Quando passaram escutamos o ronco do motor deles, era também um V8. Eles passaram olhando para o nosso carro, assim como nós fizemos com o deles. O Alnei, sem avisar, deu um enorme cavalo de pau no meio da pista, a qual, foi totalmente usada pelo nosso carro, devido a alta velocidade em que vinhamos. Em instantes, no meio daquela nuvem espessa de fumaça, arrancou no fundo, fazendo os G800 do Maverick derreter no asfalto. ( Eu pagava muito $$$ para ver uma cena destas hoje!)
                           Saímos em uma perseguissão alucinada atrás do nosso adversário, ao qual, também viram nossa manobra, aceleraram ao máximo aquele magnífico GT. Como a distância entre nós era relativamente grande, devido a velocidade em que eles vinham quando cruzaram por nós, praticamente sumiram na nossa frente. Quando nos aproximavamos de Taquara, avistamos eles! Entraram na cidade e foram para uma antiga boate que existia no extinto clube GEU. Seguimos eles e fomos para lá!
                           Quando entramos no estacionamento do clube, eles estavam recem saindo do carro. Paramos ao lado deles e descemos. Os caras não acreditaram quando nos viram. Um deles falou baixinho:"-Olha lá! Desceram 5 crianças de dentro do Maverick". Eles eram mais velhos, acho que tinham uns 30 anos, por aí! Um deles olhou pra nós e disse:"-Vocês querem se matar?? Vão pra casa!!"
                           Foi um balde de água fria nas nossas cabeças, ficamos por ali um pouco, e fomos embora, pois já eram quase 5 da manhã! Entramos na rua da fábrica e desligamos o motor do Maverick. Empurramos novamente até a garagem, recolocamos gasolina até a boca e nos despedimos do "nosso" brinquedinho!
                     
                            Este Magnum que narro a história de hoje, praticamente não tenho o que contar. Comprei ele todo desmanchado, o seu antigo proprietário o tinha largado em uma oficina para restaurar, ao qual , não sei por que motivo, mas como a grande maioria dos dodges na época, não foi concluido. Então, após uns dois ou três anos desmontado, o sujeito me ofereceu o Dodge.
                             Ele estava completo, com todos os frisos, vidros, lanternas, enfim, carro completo! Peguei ele para desmanchar e vende-lo em peças, mas algum tempo depois, acabei vendendo a carroceria com os documentos para um amigo de Porto Alegre, este iria montar o carro.
                             Pensando nesta cor hoje, lembro de ter visto apenas mais um Magnum Cashmere, do meu amigo Geraldo Rosenthal. Foram os unicos dois desta cor que vi na vida.




                           
                            Na próxima postagem, Charger RT 1978, Bege Indiano

54 comentários:

  1. Grande Cuti!

    Que bom que você voltou a escrever cara.
    Adorei esta aventura com o Maverick.

    Forte abraço!

    Att: Mauricio

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    1. Fala Maurício!
      Obrigado pelo comentário, também foi este um dos grandes motivos aos quais voltei a escrever alguma coisa.
      Obrigado amigo
      Cuti

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  2. Boa Noite amigo Cuti,é a primeira vez que comento sobre suas historias,já venho acompanhando seu blog desde janeiro,todos os dias procuro ler suas magnificas histórias,sou muito fã dos carros nacionais da decada de 70,principalmente os dodges e esportivados que as fabricas colocavam à disposição dos jovens que enlouqueciam com faixas pretas,cores vibrantes,motores mais fortes,volantes esportivos e outras maravilhosas caracteristicas dos esportivados,mas claro os V8 sempre me fascinaram,como já citei principalmente os dodges de 1971 e 1972,com o passar do tempo,conhcendo mais à fundo os detalhes ea história da Chrysler no Brasil passei à admirar todos ,quero dizer todos os Dodges ,desde os Darts 4 portas 1970 até os ultimos e luxuosos Magnuns e Lebarons,fico boquiaberto quando vejo fotos dos Dodges com interior azul,dos RT 1978 azul capri e vermelho verona com vinil branco,do RT 1977 vermelho veneza com vivil e interior vinho,dos dodges verde cordoba 1974 com interior caramelo, eos SE então....puts muito esportivos e joviais,e quero lhe agradecer pelas Lindas Histórias e pelas ótimas informações que leio aqui em seu blog,por isso te chamei de amigo no começo do comentário,e por favor continue escrevendo histórias sobre dodges e sobre suas aventuras,um grande abraço e fica com Deus....espero logo por mais novidades,e vou comentar sempre de agora em diante.

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    1. Prezado amigo Rodrigo!
      Muito bom ler teu comentário!! Agradeço de coração as belas palavras. Assim como tu, deves imaginar o prazer que tenho em falar e lembrar de dodges e outros nacionais antigos, exatamente por este motivo gosto tanto de escrever e ler os comentários dos leitores.
      As cores dos dodges são únicas, nunca vi uma fábrica ter tao bom gosto com as cores de seus carros. Semana passada tirei algumas fotos de um Charger 77 veneza que eu tenho, muito bonito, interior e vinil impecáveis! Realmente linda combinação.
      Espero que continue comentando e visitando o blog.
      Grande abraço meu amigo
      Cuti

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  3. Meu amigo Cuti,

    que prazer poder ler postagens tuas inéditas!

    Impressionante a história do LDO V8, vocês eram mesmo todos doidos. Lembro que quando eu tinha 21, 22 anos eu andava de Landau e de Diplomata 250 automático na neblina total a 70km/h e me achava o máximo...

    Benvindo de volta amigo!

    Grande abraço.

    Reinaldo
    http://reiv8.blogspot.com

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    1. Amigo Reinaldo
      Realmente nem eu nem meus amigos tinhamos cérebro!!! Foi uma época louca, de irresponsabilidade total.
      Grande abraço

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  4. Fala Cuti!
    Que bom ver uma nova postagem sua! Sei que vc deve ter tido seus motivos, mas não pare de escrever! Acho que vc já deve ter percebido que vc e suas histórias são bem quistas por muitas pessoas!
    Sobre a história do Maverick, que doidera! Queria ser menos pé no chão, acho que teria mais histórias para contar tbm.... hahaha
    Abração.

    http://dodgefever.blogspot.com.br/

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    1. Marcos
      Obrigado pelo comentário meu amigo!
      Sobre a historia narrada, hoje não acho que possa ser narrada como um grande feito. Se eu tivesse um filho que cometesse uma loucura destas, tirava o couro dele com cinta! Mas, foi o que aconteceu!
      Abração
      Cuti

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  5. Cuti, que bom ler um post novo! espero que continue escrevendo!
    a proposito ficou bem de bandaninha de pirata kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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    1. Fabrício
      Não prometo,mas vou tentar meu amigo!
      Quanto ao pirata?? Bah!!! O que faz o trago na cabeça do velho!!! kkkk
      Abração

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  6. Fala Cuti! Bom tê-lo de volta. Que loucura com o Maveco, hein? V8 na mão de um cara de 15 anos é uma mistura perigosa, kkkkkkk.

    Quando fui comprar meu primeiro Opala (e segundo carro), meu pai não deixou que tivesse um 6 cil, talvez por que iria ter uma atitude similar. Mesmo assim eu dava altos cacetes no 4 cil. Sinceramente não sei o que vou falar se meu filho quiser fazer algo parecido, kkkkkk.

    Um forte abraço!

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    1. Leroi
      Loucura mesmo, principalmente se pudermos imaginar que o Maverick era 0K!! Do ano!!
      Origado pelo comentário meu amigo
      Abração

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  7. Bá, que locura meu, a cerração ali é certa como se fosse colocar um lençol branco na frente do carro. que bom que voltou a escrever...Sacanagem o teu amigo ficou olhando a novela, hahahaha.

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  8. Jacson
    Lendo o teu comentário,nunca tinha pensado no fato de o meu amigo ter gostado de assistir a novela!! Acho que tu atirou na mosca kkkkkkkkkkk
    Abração
    Cuti

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  9. Po, fico triste por ter pensado em parar e muito feliz por ter voltado.. hehe
    Curti esse post, fico imaginando vcs, guris, com um V8 nas mãos...
    Abraço cuti!
    Méfis

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    1. Méfis
      É, andei meio cansado destas histórias, mas... vamos ver!!
      Era bom, muito bom aquele tempo
      Grande abraço
      Cuti

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  10. Grande Cuti!

    Finalmente resolveu nos brindar com mais uma pérola! E que história hein! vocês eram realmente uns loucos... o que um V8 não faz com o imaginário de um guri... hehehe
    Outros tempos, não! Se fosse hoje, provavelmente a aventura de vocês ia passar no dia seguinte no jornal do almoço da seguinte forma: "tantos jovens perderam a vida em um acidente em tal lugar..."! Mas pra vocês, era pura diversão, sem consequências...
    Imagina o que esse teu amigo Alnei ainda teria aprontado se não tivesse nos deixado tão jovem! a maioria das peripécias que tu narra envolvem ele, não é mesmo? hehehe

    Quanto aos posts, sei como é... as vezes a gente tem que dar um tempo... mas sempre que tu tiver vontade de compartilhar algo assim com a gente, não deixe de escrever! vamos estar ávidos por mais uma história! Grande Abraço!

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  11. Caro André Pereira
    É, o tempo vai passando e resolvi atualizar o blog, pelo menos uma vez!
    Toda certeza que estas loucuras hoje em dia seriam manchetes de jornais. Com o trânsito louco de hoje, seria morte certa!
    O Alnei era um amigo de verdade, bem diferente das inumeras "traíras" que quase todo mundo tem, inclusive eu! Mas , fazer o que né?? O negócio é ir selecionando quando dá!
    Obrigado pelo comentário meu amigo
    Grande abraço

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  12. Aee Cuti,quanto tempo hein...
    mas valeu a pena,que doidera essa do Maverick
    realmente hoje não dá pra fazer mais isso,mas que da vontade dá sim...
    entendo o teu lado,mas confesso aqui que quero que decida continuar postando as histórias haha.

    tudo de bom até mais

    abraço

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    1. Caro Marcos Sulista
      Obrigado pelo comentário meu amigo, fico feliz em saber que faço falta hahaha
      Abração ao amigo

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  13. Estavas fazendo muita falta, meu amigo! Grande abraço!

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  14. Cuti, Bem Vindo De Volta !
    Que História Alucinante Hein !

    Abraços !
    http://estaleirodoscarros.blogspot.com.br

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  15. Cuti, Bem Vindo de Volta !
    Que História Incrivel !!!

    Abraços !

    http://estaleirodoscarros.blogspot.com.br

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  16. Graaaande Cuti,

    Agora posso imaginar porque não queres ter filhos (hahahhaha)...brincadeira!
    Forte abraço!

    Edu Silva

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  17. Aí, Cuti, que bom que voltou a escrever cara!! Pra mim que sou jovem (24 anos) umas histórias dessas como a sua de 79 ainda são um tanto reais pra mim!! hehe claro que com um pouco mais de responsabilidade pois os tempo são outros, mas há uns 10 anos atras a gente aqui também "furtava" uns carros assim aqui!!! Só não eram v8!! Sou apaixonado em v8 e to iniciando aqui na minha garagem uma caminhonete ford F3 51 que vai receber um v8 292 impecável! Aí a conversa vai mudar!! Gosto de ler suas histórias sempre pois eu moro no Espírito Santo mas sou grande admirador do RS, em janeiro tive a oportunidade de passear por aí e fiquei muito satisfeito com tudo que vi e pretendo voltar assim que possível. Cheguei por Iraí e fui a Santa Rosa saí por Erechim, foram 4 mil km de ida e volta! Na próxima vou até a fronteira com Uruguai. Escreva sempre ler as histórias é uma terapia pra gente e com certeza deve te fazer bem tb!! Forte abraço.

    Vagner Bretz - Iúna/ES

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    1. Boa noite Vagner
      Obrigado por ler e gostar das minhas histórias, fico feliz e gratificado. É a recompensa!
      Grande abraço
      Cuti

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  18. Ola Cuti,Cara que maravilha de história,que loucura a gente fás quando é muleque,bom como você disse os tempos eram outros.
    Fiquei muito feliz que voltou a postar,acho que entrava todos os dias para ver Se tinha post novo...
    Vou te mandar um Email para trocarmos uma idéia...
    Um abraço meu velho....

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    1. Boa noite Marcelo
      Obrigado pelo comentário meu amigo!
      E-mail respondido.
      Abração

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  19. E ai Cuti, beleza!!!
    Legal que voltaste a ativa!!!

    Aquele do Geraldo era um Dart 79 e foi vendido para o Danki.
    Hoje esse Dodge esta em Panambi e encontra-se na cor Castanho Araguaia!!!

    Abração...

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    1. caro Caju
      O Geraldo teve um Magnum Cashmere sim, fui junto com ele à Porto Alegre no dia da compra. O dart do Dank foi bem depois.
      Abração e obrigado pelo comentário
      Cuti

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  20. Buenas Cuti, e certo q é chover no molhado dizer q tbem sentirei falta da leitura q vc nos proporciona,assim como todos q vc cativou ao longo desse tempo de posts,porem como amigos q somos devemos lhe desejar sempre o q lhe for melhor,as vezes cansamos, por um ou outro motivo, dakilo q apreciamos, eu mesmo fiquei longe de V8 por longos 6 anos,então seja qual for sua escolha estamos contigo, e
    embora esteja no ar o tom de despedida,tenha certeza q estaremos sempre acessando o blog a espera do amigo

    Um abraço Homero

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    1. Buenas Homero!
      Fica tranqüilo meu amigo, dentro do possível vou largando algumas coisa! Pelo menos para fazer numero e aplacar a ira dos amigos. kkkkkkkk
      Obrigado por tudo, visitas, comentários etc! grande abraço
      Cuti

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  21. Que história de arrepiar, com esse Maverick. Fazer o que vocês fizeram foi loucura total, mais deve ter gerado uma enorme adrenalina.

    Valeu por ter voltado Cuti.

    Um grande abraço e tudo de bom.

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    1. Caro amigo Paulo Rubens
      Adrenalina é o que não faltava a mim e meus amigos naquela época. Praticamente irreal para os dias de hoje
      Grande abraço

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  22. Ah..., feliz aniversário um pouco atrasado.. Heeheheeheh...

    Valeu e um grande abraço.

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  23. Luís Fernando Couto / NH4 de abril de 2012 14:10

    Grande Cuti ! Fazia um bom tempo que eu aguardava uma nova estória tua . Afinal ela chegou e chegou quebrando tudo. Veja o que a leitura faz com a gente , eu fiquei imaginando a cena do Maverick a uns 140km/h abrindo um cavalo de pau para retornar e levantar fumaça arrancando de novo (essa parte é fácil).O cara têm que ser muito braço mesmo,pois o freio de estacionamento é embaixo do painel,certo. Legítima cena do Mad Max.Como sou um cara otimista,vou visitar o blog eventualmente como sempre faço. Dificilmente , alguém têm tantas estórias para contar envolvendo carros V8 que tanto amo. Um baita quebra costela !

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    1. Caro Luís Fernando
      Enquanto tentava lembrar de detalhes bacanas desta história, com o Maverick LDO, uma das poucas cenas que nunca me saiu da cabeça foi esta em que o amigo comentou, do cavalo de pau à 140km/h. Exatamente, freio de mão em lugar ruim, alta velocidade, noite. São fatores importantes em uma cenas como esta. Digno de filme mesmo, sem duvidas!!Inesquecíveis lembranças!!
      Continua visitando o blog que prometo atualizar em breve.
      Grande abraço e obrigado pela visita e comentário
      Do amigo
      Cuti

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  24. Caramba, esse seu amigo Alnei era mesmo doido. Daqueles que pedalam ladeira abaixo. Fico imaginando a tua tristeza ao lembrar de um cara tão especial e momentos como este, sabendo que já partiu.

    Abs, e não para de escrever não.

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  25. Renon
    Quando paro para pensar nas coisas que faziamos, chega a me dar um quase vazio! Como fazem falta os verdadeiros amigos,aqueles que nos aproximamos durante a vida, despretensiosamente. É triste mesmo!
    Abraço

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  26. Cenas que estavam nos sonhos de todos estes apaixonados por carros ou nem tao apaixonados assim mas que te seguem para reviver ótimas lembranças lendo teus posts, que viveram ou não(como eu) essa época, mereciam ser compartilhadas, gosto muito de ler tuas historias Cuti. Obrigado por dividir com esses loucos nostagicos que gostam de carburadores e cheiro de carro velho.
    Abração

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    1. Prezado Marcos SS
      Gostei do teu comentário, acho que tu conseguiu captar o real interesse do blog: Lembrar de uma época boa em que tudo, ou ao menos a grande maioria, fazia sentido!
      Grande abraço
      Cuti

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  27. Cuti, que bom que voltou as postagens, espero que continue, pois foi longa a espera por esta última. Quando estou lendo volto no tempo e imagino as loucuras que faziam na época. Espero um dia o conhecer pessoalmente e batermos um papo.

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  28. Caro Jailson
    Espero não demorar tanto tempo para postar novamente. São os comentários como o teu que me motivam! De que cidade tu é?
    Obrigado
    Abraço
    Cuti

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  29. Cuti, meu grande (em todos os sentidos) amigo !!!
    A cada vez que tu posta essas tuas experiências de vida, a gente percebe que mais do que apenas narrar fatos da vida, a emoção de ver os teus relatos se sobrepõe a tudo !!!
    Entendo perfeitamente a tua opção em "dar um tempo" nas postagens, esse mundo da internet é extremamente exigente e nos cobra por demais, mas como fazemos tudo isso apenas para compartilhar nossas coisas com os amigos e a partir daí fazer mais amizades, também contribuímos para mostrar um pouco de nós e termos a oportunidade de colocarmos a nossa "marca" nesse mundo tão conturbado...
    Foi graças a esse espaço que eu tive a oportunidade de não só de conhecer as tuas estórias mas também a sorte de te ver pessoalmente e poder constatar a pessoa sensacional que és, e esse fato dá pra entender perfeitamente a tua opção de postar algo sempre que tiver vontade de compartilhar...
    Esse teu último relato me fez lembrar de alguns grandes amigos que eu perdi, justamente por serem esses "loucos incompreendidos" como o Alnei, pessoas que vêm para nossas vidas por um curtíssimo tempo,e que não só nos marcam profundamente, mas também nos demonstram que a vida vem e vai muito rapidamente, e viver da melhor maneira é o único caminho para a felicidade.
    Muito obrigado pelos tantos relatos apaixonados e palavras de força e alegria passadas nas tuas experiências, um grande abraço direto de Ivoti, meu grande camarada !!!!

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    1. Marião!
      Com certeza tuas palavras emocionam! O prazer de te conhecer pessoalmente foi, e é, muito grande. A vida por vezes é ingrata, nos tirando parceiros precocemente, por outro lado, nos presenteia com novos amigos assim como tu!
      Obrigado por tudo!
      Grande abraço

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  30. Cutí, que beleza ler mais uma história sua, ainda mais num fim de domingo, depois de ter dado umas bandas de dart com a patroa. A espera valeu a pena, eu pagaria pra ver a cena do cavalo de pau, seu amigo realmente vivia intensamente.
    Grande abraço .

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    1. Caro amigo Max!!
      É um enorme prazer ler um comentário teu!! Muito obrigado!
      Grande abraço

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  31. Bom dia Cuti, estamos na expectativa da apresentação do Charger78 Bege Indiano. Abraços

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  32. Cuti, legal que voltou à escrever essas doideiras... aqui na Serra a turma também aprontou muito nos anos 80 e início dos 90 com Dodges e outros V8, vários carros se foram, mas sobrarm as histórias! Continue contando as tuas, abraço!
    JAmes

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  33. JAmes
    Obrigado pela visita meu amigo, grande abraço
    Cuti

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